Vereadores divergem sobre retirada de benefícios dos servidores


A Câmara Municipal realizou na manhã desta segunda-feira (11), uma audiência pública para tratar sobre a mensagem enviada pelo executivo de n° 035/2017, e encaminhada ao legislativo, contendo em sua redação as revogações do Adicional de Função (ADF) e o Adicional de Rendimento (AR), adicionais esses que somam ao salário base dos servidores ativos e inativos do município, que em maioria tem o piso abaixo do salário mínimo, sem reajuste salarial anual, sem aumento salarial anual.

O pedido de revogação dos adicionais feito pelo prefeito, foi encaminhado ao legislativo para ser votado na sessão plenária da última quinta-feira (7), porém parte dos vereadores discordaram da mensagem e pediram alterações. A princípio a mensagem retiraria os adicionais de todos os funcionários, a casa legislativa solicitou mudanças e convocou uma audiência pública para analisar e chegar a um entendimento com os servidores.

O Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos (SINDSPEF) do município de São Gonçalo, realizou uma convocação para paralisação de 24 horas, para mobilizar a participação na audiência pública. A plenária ficou lotada por centenas de servidores que entoaram suas reivindicações e indignações quanto o desejo do executivo em tirar parte da renda na folha salarial. Alguns vereadores discursaram demonstrando apoio aos servidores e criticando as ações do governo Nanci. Os líderes de governo tentaram argumentar em defesa do prefeito mas foram muito redundantes quanto aos motivos pelo qual estão querendo a revogação e foram vaiados.

Além das centenas de servidores, a audiência contou com a presença da subsecretária de administração, Ana, da presidente do Sindspef, Rosângela Coelho, do procurador geral do município, Victor Marcelo, do presidente da câmara, vereador Diney Marins, dentre outros vereadores da casa.

A mensagem do ADF e AR foi desmembrada, sendo assim, ocorrerá uma nova votação na sessão plenária desta quinta-feira (14) já com as mudanças na revogação que continuam não agradando em nada os servidores, caso seja aprovada a revogação, pesará o bolso do trabalhadores, que poderão perder os benefícios quem o adquiriu em prazo inferior há três anos, pois somente a partir deste prazo entende ser direito adquirido. Inviabilizando também que haja novas concessões de benefícios. Vale frisar que os servidores municipais não recebem vale alimentação, vale transporte, horas extras e que o piso salarial, em muitas faixas são abaixo do salário mínimo.

Vários vereadores defenderam a tese de que o governo envie para a câmara uma reforma no plano de cargos e salários dos servidores, ao invés da extinção do benefício.

Servidores lotaram o plenário

 

 

 

 

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